terça-feira, 17 de janeiro de 2012

De pé atrás

Vivemos dentro deste pequeno rectângulo, cujos limites são cada vez mais intransmissíveis. Fazemos parte de uma sociedade que gosta de se manter inalterada, somos avessos ao crescimento e à mudança. Assim, é fácil constatar que nada evolui. Assim, faz sentido quando os sábios referem que não saímos da cêpa torta. Somos demasiado racionais, demasiado ponderados, demasiado iguais a todos os outros. diferença assusta-nos e tentamos afastá-la a todo o custo. Procuramos a felicidade e o bem-estar na igualdade.
Deixemo-nos disto! Sejamos diferentes. Sejamos originais. Sejamos nós próprios e não imagens repetidas de tantos outros. Sejamos impulsivos, instintivos, irracionais e instantâneos. Sejamos inovadores nos pensamentos, nas palavras e nas atitudes. Sejamos sinceros e transparentes ao pôr as cartas na mesa e a abrir o jogo.
Deixemo-nos de preconceitos e discriminações. Deixemo-nos de falsos moralismos, de frases feitas e de clichés. Deixemo-nos de prender quem se quer libertar e deixemos ficar quem não quer ir. Não nos deixemos absorver.
Sejamos individuais, pessoais, exclusivos e particulares. Sejamos irracionais.
Deixemos de ter medo de admitir quem somos, deixemos de recear o pensamento alheio, deixemo-nos de máscaras e armaduras. Alteremos mentalidades. Tiremos as palas dos olhos e alarguemos os nossos horizontes.
Deixemos de ver apenas o óbvio e procuremos algo mais além do que está ao nosso alcance. Lutemos pela diferença, sejamos autênticos.
Se o que está à nossa volta não muda, que mudemos nós para que tudo mude!

1 comentário:

  1. Como diz Augusto Cury em "O vendedor de sonhos" : "Deus, livra-me dos normais!".

    Plenamente de acordo.
    As aspas fecharam-se, mas apenas porque citei alguém :)...

    Teresa Cunha

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