As estrelas dizem-me tanto. Parece que as ouço contarem-me segredos ao ouvido. Sinto um aconchego, um aquecer de alma, como se por elas fosse devorada. Olho para as estrelas e vejo-me reflectida nelas, como sombra num lago azul columbia. Consigo ver o que sou e o que sonho ser. Longe vai o que um dia já fui. Qual ponto no céu, elas acalmam-me e conduzem-me até onde, sozinha, não consigo ir. Senhoras de si e Che Guevaras nesta luta, guiam-me até aos meus desejos mais recônditos. Infiltram-se no meu pensamento e cravam-se no meu coração. Arrepiam-me de alto a baixo, percorrem-me cada recanto do corpo e levam-me para onde só tu me consegues levar, lá no alto. E em noites frias como a de hoje, depois de um dia ao teu lado, sinto-me realmente eu. E sinto-me realmente tua, como se ao teu corpo e ao teu espírito sempre tivesse pertencido. Deitada no teu colo, docemente embalada pelo som da tua voz e pautada pela assertividade e coerência de cada palavra que pronuncias, apercebo-me que elas são a companhia perfeita quando viajo pelo meu âmago de mãos dadas com o teu.
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