Deixaste-me sem reacção. Não esperava "ver-te" assim. Não esperava ouvir-te assim. E longe, não posso fazer muito mais além de te consolar com a minha voz. Mas sou-te sincera: às vezes acho que só pioro. As intenções são as melhores. Disso, não tenhas dúvidas. Mas a preocupação deixa-me um bocado louca e faz de mim um poço de trapalhada. À parte disto, só te posso dizer que tens em mim uma amiga, acima de tudo o resto que possa ser. Uma amiga para todos os momentos, para os bons e para os maus, como este, de hoje. De mim, espera sempre uma palavra de ânimo, um abraço daqueles que tão bem conheces e meia dúzia de palermices, numa tentativa de te arrancar um sorriso, por muito forçado que seja.
Espero que fiques bem e que consigas mostrar aos outros e a ti próprio, aquilo que verdadeiramente és. Espero, sinceramente, que consigas encarar o mundo e encarar-te a ti, com a força e a garra que todos os que estão contigo, sabem que tens. Como já te disse muitas e muitas vezes, és bem mais do que mostras e tens bem mais para dar do que aquilo que vais oferecendo. "Aquilo que define um homem, normalmente, não está à vista", diziam hoje, num filme que vi. Concordo inteiramente. A ti, o que te define, não salta à vista no primeiro instante, mas vai sendo descortinado a pouco e pouco. Continua atrás da cortina e encena a tua vida às escuras, se assim o quiseres. Mas abre essa cortina para ti, para que possas ver, com os teus olhos, aquilo que realmente és. Se precisares de mim, sabes onde me encontrar. E não te esqueças... És grande.
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