segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Maria

De olhar inocente e sorriso fácil: assim é Maria.

Maria é um poço de ternura, uma menina carregada de sonhos na bagagem que, à primeira vista, parece tímida, frágil e resguardada de tudo e de todos.
Mas Maria não pode ser analisada de passagem. Maria merece toda a profundidade deste mundo e do outro.
Guarda dentro dela uma força e uma garra incomuns, uma vontade de ser sempre mais e melhor, uma necessidade absoluta de realizar todos esses sonhos que transporta e de caminhar sempre de mãos dadas com os que ama.
Maria é um exemplo de coragem, de cumplicidade, de transparência. Maria é um ícone de sabedoria, de companheirismo e de amizade. Maria é mais do que isso. Maria é irmandade, espelho de alma e reflexo de vida.

Maria é criança, caçula e princesa.
Maria é mulher, a conotação mais flagrante de pureza e de amor.

É fácil gostar de Maria. Mais fácil ainda é apaixonar-se por Maria, a menina de cabelos longos e aloirados, de olhos doces e covinhas encantadoras. Quem, por sorte, se cruza no seu caminho, quer (e faz questão) de a manter sempre por perto.

Maria é o que mostra e o que esconde. Maria é o que agrada e o que assusta.
Maria é uma demonstração de carinho, um abraço apertado, uma inspiração.
Maria é trabalho e lazer, é (ir)responsabilidade comedida.
Maria é música calminha e MEC.
Maria é um sorriso cúmplice e uma gargalhada desprendida.

Maria faz bem, sabe bem e soa sempre bem.
Maria é-o-que-é: palavras atrás de palavras.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Coragem

Ele não tinha coragem. Brincava, fazia trocadilhos, ria-se, fazia-a rir, mas não tinha coragem. Ela não tinha coragem. Falava por meias-palavras, sorria, inventava formas de se pronunciar, mas não tinha coragem.

Faltava-lhes a oportunidade, o momento mais-que-certo, o timming.
O resto estava lá, mais presente do que nunca. Mas não era suficiente.
Ele sabia que não.
Ela sabia que não.

Faltava-lhes coragem mas soava cada vez mais alto, gritava cada vez mais alto aos ouvidos.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sol

O espreguiçar dela era diferente desde aquele dia. Até o apagar a luz e fechar os olhos para dormir passou a ter outro sabor. Acordava com a certeza de que tinha o mundo nas mãos e deitava-se feliz por o ter encostado ao coração.

O sorriso, aquele sorriso tão dela, estava no auge, todos os dias, desde aquele dia. Sentia-se feliz. Feliz mesmo. Respirava fundo e dançava com a alma.
A cada passo que dava, mais certeza tinha do bom que era estar feliz. Feliz mesmo.

Cantava constantemente e toda a gente tinha a sorte de levar com o seu (antes raro) bom humor. Tudo parecia agora mais bonito, com mais cor. Ela própria estava meiga, carinhosa, compreensiva. Estava feliz. Feliz mesmo.

Os dias eram longos mas passavam à velocidade da luz. Contraditório, como a vida. Em contra-relógio, em modo decrescente, contava as horas, os minutos. Os segundos a passar soavam alto aos seus ouvidos. Já faltava pouco.

Ela estava feliz. Feliz mesmo.