O espreguiçar dela era diferente desde aquele dia. Até o apagar a luz e fechar os olhos para dormir passou a ter outro sabor. Acordava com a certeza de que tinha o mundo nas mãos e deitava-se feliz por o ter encostado ao coração.
O sorriso, aquele sorriso tão dela, estava no auge, todos os dias, desde aquele dia. Sentia-se feliz. Feliz mesmo. Respirava fundo e dançava com a alma.
A cada passo que dava, mais certeza tinha do bom que era estar feliz. Feliz mesmo.
Cantava constantemente e toda a gente tinha a sorte de levar com o seu (antes raro) bom humor. Tudo parecia agora mais bonito, com mais cor. Ela própria estava meiga, carinhosa, compreensiva. Estava feliz. Feliz mesmo.
Os dias eram longos mas passavam à velocidade da luz. Contraditório, como a vida. Em contra-relógio, em modo decrescente, contava as horas, os minutos. Os segundos a passar soavam alto aos seus ouvidos. Já faltava pouco.
Ela estava feliz. Feliz mesmo.
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