quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mais perto

Gosto de falar contigo, de pensar em ti e de te ter por perto.
Gosto do teu sorriso, das tuas botas e dessa tua voz.
Gosto de te conhecer e de conhecer tudo o que me mostras.
Gosto que me abraces e que me leves além montanhas.
Gosto de te ouvir e de aprender com as tuas palavras.
Lembro-me de ti sempre que acordo e todas as noites, antes de ir dormir.
Lembro-me de ti durante todo o dia.
E sempre que me lembro, só queria ter-te por perto.
Gosto mesmo de ti.
E da tua voz. E ela é bem mais bonita quando a tenho por perto.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Somos amor

Sabes a sorte que tens? E tu, sabes a sorte que tens? Vocês são pessoas de sorte, com sorte. E foram a sorte e o amor que ajudaram a construir a vossa história. A compreensão e a cumplicidade são, ainda hoje, os pilares que seguram a casa que vos acolhe. E nós, fruto dessa sorte e desse amor, dessa compreensão e dessa cumplicidade, agradecemos tudo, todos os dias.

Podem não ser o amor da vida um do outro (ou se calhar até são) mas são, de certeza, a mulher e o homem da vida um do outro. Sim, porque é diferente ser o amor da vida de alguém ou a mulher e o homem da vida de alguém. O amor da vida é único, é aquele amor que só se vive uma vez, que só se sente uma vez mas que, com a força do tempo e a revelia das emoções, se pode perder e desvanecer em memórias.

Ser a mulher ou o homem da vida de alguém é muito mais do que isso: é ser companheiro, é estar ao lado, é partilhar, é dar e receber, é construir e criar. Ser a mulher ou o homem da vida de alguém é plantar, ver crescer e colher os frutos, é caminhar na mesma direcção e sobreviver à força do tempo e à revelia das emoções, sem que nada se perca e se desvaneça em memórias.
É olhar para o lado e ter a certeza de ter tomado a decisão correcta. É adormecer, mesmo que por vezes, de costas voltadas, com a garantia de ter deixado no mundo o fruto que colheram juntos. Nós somos o resultado desse amor e desse caminho percorrido de mãos dadas, há quase 25 anos. E sabemos que, tal como vocês, também somos pessoas de sorte, com sorte.

Nós os quatro...

Somos um exemplo vivo do que é estar lado a lado.
Somos a definição de família no seu estado mais puro.
Somos a tradução literal de amor.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Quem gosta, mostra todos os dias

Se calhar sou só eu mas, para mim, hoje é só terça-feira. E não, não é por não ter namorado. Não é inveja. É mesmo por achar que, quem gosta, não precisa de datas marcadas para fazer o sentimento valer, não precisa de um dia no ano para mostrar seja lá o que for de forma diferente. Quem gosta, gosta todos os dias. E hoje, é só mais um. Amanhã, será apenas um dia normal, igual a todos os outros. As músicas românticas e os corações já não vão encher os murais do Facebook e os desenhos amorosos do Google vão desaparecer. E por isso, vai-se gostar menos? Vai-se mostrar menos? Vai deixar de fazer sentido jantar fora com quem se gosta? Amanhã já não vai ser dia para desfrutar de uma boa sobremesa? Que haja corações e beijinhos todos os dias. E que o amor se mostre todos os dias.
Quem gosta, gosta sempre, todos os dias. Quem quer jantar fora, não precisa de juntar os trocos para a noite de hoje. Quem quer dar presentes, dá em qualquer altura do ano. E quem gosta, gosta quer seja terça, sábado ou segunda-feira de manhã. E mostra em qualquer altura do ano, faça sol ou faça chuva.

Eu gosto. Hoje, mais do que ontem. Amanhã, mais do que hoje.
Talvez no sábado vá jantar fora. Ou no domingo. Hoje não. Porque hoje vai toda a gente. E nós não somos toda a gente.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Regressos

Gosto sempre quando volto. Quando atravesso a ponte e consigo ver o Palácio, quando regresso a casa e me posso deitar na minha cama, quando o frigorífico é o meu frigorífico e quando um abraço significa mais que mil.
E gosto de voltar para ti, voltar a ti. Gosto que regresses ao mundo quando eu regresso. Que te endireites, que te encaminhes, que te fortifiques. Estou perto outra vez, continuo por cá e faço por cumprir o meu papel todos os dias.
E como eu sei que gostas que regresse a ti, e como eu própria gosto de regressar a ti, conta comigo. 

Vou gostar de voltar. Estou quase aí para cuidar de ti.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Até ontem

Com calma, tudo volta ao lugar de partida.
Com cuidado, os caminhos são percorridos sem percalços.
E eu, impulsiva, nem sempre me consigo seguir por estas premissas.
Com calma, tudo volta ao lugar de partida.
Com cuidado, os caminhos são percorridos sem percalços.
E tu, ponderado, nem sempre te consegues seguir por estas premissas.

Eu, precipitada.
Tu, precipitado.
Nós, até ontem, sem calma e sem cuidado.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Nesta rua sem saída

Acho que entrei numa rua sem saída. Ao tentar voltar para trás, o sinal de stop impõe-se e não há como o contornar. Olho à minha volta e vejo espaços vazios. O que eu vejo são só espaços vazios, à espera de serem preenchidos. E o problema não é sair daqui. O problema foi ter entrado demasiado rápido. Não pensei. Fui dez para cinco. Agora, e já desesperada, procuro atalhos, caminhos estreitos por onde possa escapar. Nada. Tudo à minha volta parece ficção, cena de filme.
Os dias passam e continuo presa nesta rua sem saída. As horas correm e permaneço aqui, sem encontrar trilhos que me ajudem a fugir. Agora, parece que o tempo anda mais devagar que os ponteiros do relógio.
E tu, onde estás? Onde te escondes quando mais preciso de ti? Tira-me deste beco sem saída. Ou então vem, e faz-te prisioneiro comigo. Seja o que for, seja como for, o importante é que venhas. Não deixes passar mais tempo. Olha que os ponteiros do relógio andam à velocidade que querem. Prende-me em ti e liberta-me aqui.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A todos os jovens

Esta geração continua a dar que falar. Abre os noticiários e faz manchete nos principais jornais. Todos os dias, milhares de jovens como eu vêem as oportunidades de trabalho cada vez mais longe e, muitos deles, desistem e perdem as forças a meio do caminho. O futuro corre para longe a uma velocidade que nem todos conseguem acompanhar. Afinal, de que vale ter o canudo e o currículo preenchido de estágios? Os empregadores pedem experiência. Nós, pedimos que a dêem. Quando o quadro é este, a moldura não é, de todo, bonita.
E não falo só por mim nem pelos da minha área. Falo por todos os jovens: pelos jovens advogados, pelos jovens arquitectos, pelos jovens engenheiros, enfermeiros e designers... Falo em nome de todos os que estão na mesma posição que eu. Vá, denunciem-se.
É assim tão complicado "arrumar a casa" e comprar móveis novos para compor a mobília? Se é, deixem-se de histórias da Carochinha e desistam das falinhas mansas. Se é, deixem de afirmar e de nos fazer acreditar que somos, realmente, a geração do futuro. Por outro lado, se ainda acreditam nisso, provem-nos e dêem-nos as oportunidades. Não pedimos mais que isso. Só o seremos se nos deixarem.
Esta geração continua a dar que falar. Eu, apesar das portas fechadas, continuo o meu percurso a fazer o que de melhor sei e a combater injustiças, inoportunidades e vicissitudes. Como eu, há muitos que lutam incessantemente e não pretendem parar. "Só descanso quando chegar onde quero", dizia-me um amigo, em conversa. E eu assino por baixo. Só paro de sonhar quando o sonho se tornar real. Até lá, hei-de bater a muitas portas e hei-de bater com a cabeça em muitas portas. Provavelmente, vou chorar muitas vezes. Sei que vou mandar o jornalismo à merda, deitar as mãos à cabeça e perguntar-me o porquê de ter escolhido esta profissão.  Simples: porque a amo.