sábado, 4 de fevereiro de 2012

Nesta rua sem saída

Acho que entrei numa rua sem saída. Ao tentar voltar para trás, o sinal de stop impõe-se e não há como o contornar. Olho à minha volta e vejo espaços vazios. O que eu vejo são só espaços vazios, à espera de serem preenchidos. E o problema não é sair daqui. O problema foi ter entrado demasiado rápido. Não pensei. Fui dez para cinco. Agora, e já desesperada, procuro atalhos, caminhos estreitos por onde possa escapar. Nada. Tudo à minha volta parece ficção, cena de filme.
Os dias passam e continuo presa nesta rua sem saída. As horas correm e permaneço aqui, sem encontrar trilhos que me ajudem a fugir. Agora, parece que o tempo anda mais devagar que os ponteiros do relógio.
E tu, onde estás? Onde te escondes quando mais preciso de ti? Tira-me deste beco sem saída. Ou então vem, e faz-te prisioneiro comigo. Seja o que for, seja como for, o importante é que venhas. Não deixes passar mais tempo. Olha que os ponteiros do relógio andam à velocidade que querem. Prende-me em ti e liberta-me aqui.

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