Já era tarde, a noite há muito que tinha caído e o silêncio tomava conta da cidade. Ela, mantinha-se firme. Largada à sua sorte, vagueava por aquela rua à procura de algo que não sabia bem o que era. Mas continuava. E não olhava para trás. Percorria todos os becos. Talvez procurasse uma saída, mesmo sem se aperceber. Talvez tentasse encontrar uma direcção, uma rua para onde fugir. Aquela era escura e fria. Parecia interminável. Mas ela seguia sem nunca parar. Desvanecia-se nos trilhos daquela estrada a que um dia chamou vida.
Hoje, percorre a estrada a que um dia sonhou chamar vida. Nunca se sentiu tão bem.
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