sábado, 28 de janeiro de 2012

Joana

Passaram anos. Já perdi a conta aos anos que passaram. E continuas a representar o mesmo que representaste ao longo de todo este tempo, ao longo de quase duas décadas. Hoje, conto pelos dedos de uma mão aqueles a quem posso chamar amigos, aqueles a quem confio tudo, aqueles que sobreviveram à erosão do tempo e aos caminhos cruzados. Digo-te mais... Não preciso de uma mão. Tu, sortuda, és a que vai ocupar sempre o mesmo lugar. Aconteça o que acontecer. Podes gabar-te disso. Tu, minha amiga, és a personificação da verdadeira amizade, da amizade sem merdas: pura, firme e sem esquemas. Caminhas ao meu lado desde o dia em que te conheci naquele "paraíso". Dezasseis anos depois, continuas ao meu lado, dia após dia, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, como nos casamentos. E isto é quase um casamento. Um casamento de amigas. À antiga. Sem divórcios, sem chatices. És o meu avesso, a minha sombra, a minha bússola de confiança quando me perco.
Já com a lagriminha no canto do olho, lembro-me das noites a ler diários antigos e a chorar de tanto rir, das gargalhadas que quase nos tiram o ar, dos abraços fortes em momentos wannabe trágicos, dos abraços fortes em momentos verdadeiramente maus, das invenções culinárias dignas de chefs de topo, das cervejas a mais e dos efeitos secundários, das fotografias de mil e um momentos, das horas de conversa... Lembras-te? Há coisas que não mudam. Nem hoje nem nunca.
Tu, Joana, és a personificação da verdadeira amizade, da amizade sem merdas: pura, firme e sem esquemas.

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