Ela conheceu-a por acaso, porque o destino a juntou a alguém que lhes era comum. Conheceu-a sem nunca esperar nada, sem nunca esperar mais do que era previsível. Com o tempo, o destino afastou-a desse alguém que lhes era comum e aproximou-as de uma forma que é difícil descrever, que nem as palavras, amantes de ambas, conseguem definir com toda a exactidão. O destino aproximou-as, a empatia aproximou-as, as palavras aproximaram-nas. São tão iguais que era quase impossível não ficarem assim, amigas. Hoje, para Ela, a mais pequena, aprendiz, Ela é mais do que uma amiga, mais do que uma parceira, mais do que uma companheira de escrita, de percursos e de vida. É uma inspiração, no verdadeiro e lato sentido da palavra. Uma inspiração no seu todo, com todas as letras, com toda a admiração e com todo o respeito. É um exemplo, um protótipo, um espelho do que Ela, pequena, sonha um dia ser. Dá-lhe segurança, dá-lhe coragem, dá-lhe páginas de romances e conselhos de vida. Acima de tudo, dá-lhe palavras. E é com as palavras que Elas se entendem. É nas palavras que elas se entendem. Afinal, é de palavras que vivem e são essas que as fazem suspirar.
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