Antecipo-me. Ando à frente do meu pensamento e da minha própria vontade. Sinto que nada me acompanha, que nada caminha à velocidade alucinada dos meus passos e do meu coração. Sei que, indiferente ao resto do mundo, longe dos olhares reprovadores e dos silêncios que magoam, vou continuar acelerada, ao ritmo da determinação que me faz querer ser mais e melhor. Sempre. Acredito que a força e a coragem caminham de braços dados, qual casal que partilha amor e desavenças há tanto tempo que nem o tempo consegue contar.
Acelerada, ao meu ritmo, à minha velocidade, desenho cada palavra que pronuncio, cada olhar que denuncio, cada beijo que, com vontade, retribuo a quem me ama.
Acelerada, à frente de mim própria, a um ritmo alucinante, assim sou. E assim hei-de ser, até ao dia em que precisar de reduzir para segunda para poder acelerar novamente. Hei-de ser assim até ao ponteiro voltar a atingir o limite. O meu limite.
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