É-nos difícil como pessoas, como seres humanos, darmos o braço a torcer ou darmos apenas a mão à palmatória quando nos apercebemos que estamos errados. Quase tão difícil como quando nos apercebemos que alguém de quem gostamos meteu a pata na poça.
Com a mesma garra que nos protegemos, defendemos os nossos. Somos companheiros. Amigos ou amantes, pouco importa. Lutamos com unhas e dentes e cuidamos de quem gostamos como se fossem nós próprios, até quando temos a certeza de que é errado fazê-lo.
Devemos esperar alguma coisa em troca? Será justa e merecida a defesa até ao último recurso? Acredito que varie de pessoa para pessoa, de situação para situação. Continuo a acreditar que a história tem muitos capítulos e personagens e que é impensável e redutor colocá-la num saco só.
Arrependimento? Sim, sei o que é.
É um dos piores sentimentos do mundo.
Ao mesmo tempo, é um dos que mais nos ensina.
Se voltava atrás? Mentiria se dissesse que não. Sei que, como sou, voltaria a fazer o mesmo porque acredito que os nossos hão-de o ser sempre.
E um dia há-de valer a pena.
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