Acordou e abriu a janela. A chuva deu-lhe os bons dias, como há muito já não fazia. Sentiu o cheiro a terra molhada e lembrou-se do cais onde, um dia, o viu partir. Cais de encontros e desencontros, de amores e desamores. Cais onde, um dia, espera vê-lo regressar.
Lembra-se de quando passeavam pelas montanhas, onde tanto gostavam de estar. O cheiro a pinheiro bravo provocava arrepios continuados e o silêncio era de tal forma ensurdecedor que nem as palavras faziam sentido.
Lembra-se de quando passeavam pelas montanhas, onde tanto gostavam de estar. O cheiro a pinheiro bravo provocava arrepios continuados e o silêncio era de tal forma ensurdecedor que nem as palavras faziam sentido.
E foi sem falar que ele partiu, no dia em que embarcou e desapareceu naquele cais. Até hoje. Ela ainda o espera e o cheiro a terra molhada permanece vivo, como se nada tivesse mudado.
Se ele regressar, talvez desbravem montes e vales como antigamente. Talvez voltem a sentir o cheiro daquele pinheiro bravo.
Adoro! Tao ...
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